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16 de dezembro de 2010

Empreendedorismo: Muito além das Redes Sociais

Por Aline Souza - Jornalista Zeta Probus

Fábio Seixas - Criador da Camiseteria
De acordo com o site e-commerce, lojas virtuais surgiram em meados dos anos 1990 e são a face visível de uma verdadeira revolução no comércio. Nas lojas virtuais não há necessidade da presença física nem do comprador, nem do vendedor; lojas virtuais não necessitam do manuseio de papel moeda e, tampouco, necessitam da mercadoria no momento da transação. Nas lojas virtuais, a relação ocorre entre um comprador e um sistema hospedado em um computador localizado em qualquer lugar do planeta.

A febre de comprar pela internet, com todas as suas vantagens, parece ser mesmo uma forte tendência inabalável que tende a crescer. Entretanto, muito antes disso uma idéia bastante criativa já havia invadido as ruas, os gostos juvenis e a própria internet. Estamos falando da loja virtual Camiseteria, que produz e vende estampas de camisetas nos mais variados estilos e que também possibilita que o comprador crie sua própria estampa. A loja foi criada para ter dentro do mesmo sistema de vendas on-line uma rede social, um sistema de concurso de votação de estampas para camisetas, principal produto da empresa, e um sistema de blogs para usuários cadastrados. Conversamos com um dos sócio-fundadores, Fábio Seixas, que nos contou como surgiu a idéia.

“Tudo começou quando o Rodrigo David, um dos sócios, participou de um concurso de estampas de camiseta fora do país e, em cima dessa experiência, decidimos trazer o modelo de negócios para o Brasil. A formação do Rodrigo David é designer gráfico e como profissional da área ele percebia a carência do mercado em oferecer um ‘espaço’ para formação de uma comunidade, troca de idéias, exposição de trabalhos, etc. Em cima disso e de olho no que estava rolando fora do país, foi que surgiu a loja. Em agosto de 2005 o site entrou no ar”, declara. Fábio, que hoje trabalha dando palestras e conferências sobre o “case” da empresa, falou para o Blog MÍDIA E GESTÃO sobre a experiência de venda virtual e seu relacionamento com as redes sociais no mundo dos negócios.

No Brasil, as redes sociais vêm mudando o modo de pensar e agir das pessoas, principalmente aquelas da chamada Geração Y. Para Fábio, neste novo cenário as pessoas estão percebendo que possuem mais poder à sua disposição. “As redes sociais são grandes disseminadoras de poder. As pessoas agora têm mais voz e são mais ouvidas e isso muda muito a relação das pessoas com outras pessoas e empresas. Estamos nos tornando mais espertos no trato com empresas, por exemplo. Estamos ficando cada vez mais atentos ao modo como as empresas lidam conosco”, afirma. Na opinião de Fábio, a Geração Y está crescendo com esse modo de pensamento padrão e nada diferente disso fará sentido daqui pra frente.


Os profissionais que pertencem a esta geração lidam de forma muito distinta com a informação e com os modelos de consumo. De acordo com o empresário, a informação serve para orientar nossas decisões ao longo da vida e, em abundância, tende a ser algo bom para a sociedade. “Estamos ainda aprendendo a lidar com o grande volume, mas a disponibilidade imediata de tanta informação só tem agregar. Essa mesma informação nos auxilia no processo de decisão de compra. Hoje somos mais conscientes em relação a esse processo justamente pela informação que temos acesso”, disse ao blog.

Fábio afirma que sempre percebeu ser possível explorar as potencialidades das redes sociais para alavancar o negócio, tanto que criou o modelo da loja virtual como uma rede social. “Sempre buscamos entender o perfil de cada mídia nova para ver como podemos potencializar seu uso”. Cada dia mais o que se vê são as redes sociais ocupando um importante papel como novas mídias para as empresas. “Acredito que essas mídias são uma forma barata e ainda assim muito poderosa de relacionamento e marketing, tanto é que usamos esses canais para fazer atendimento ao cliente também”, explica Seixas.

Para diversas empresas, inclusive do ramo corporativo, a atuação com redes sociais ajuda a focar clientes em potencial, pois “o contato é facilitado, é mais direto e a empresa deixa de ser vista como uma corporação e passa a imagem de um ‘amigo’ com quem se pode tirar dúvida, dar sugestões e alguém com quem podem contar”, disse. De acordo com Fábio, não há diferença dessa atuação para empresas de ramos diferentes já que o objetivo sempre é o mesmo: relacionamento com o cliente. “O produto em si não importa, mas sim, se a empresa consegue se comunicar de maneira efetiva com o cliente”. Este é, sem dúvida, o grande desafio das empresas na imensidão do mar das redes sociais, fazer a diferença com conteúdo e relevância dita o sucesso nesta navegação.

Para saber mais sobre a Camiseteria acesse http://www.camiseteria.com/

Siga no twitter: @midiaegestao / @Camiseteria / @souzaline / @zetaprobus

10 de dezembro de 2010

Desenvolva sua carreira: Comporte-se na rede


Até 2012, as redes sociais deverão reunir mundialmente 800 milhões de pessoas. O tempo despendido online nos sites de relacionamento saltou de três para cinco horas e meia por mês nos últimos três anos, e sete em cada dez adultos usam as redes para contatos profissionais. Com toda essa atividade virtual, é normal que as questões de relacionamento da vida offline migrem para o ambiente online. Aqui, a resposta para algumas delas

Um contato profissional me chamou para ser “amigo” no Facebook ou no Orkut. É indelicado recusar?

Um convite para participar de uma rede social é como um convite na vida real. Você só aceita se achar que vale a pena. “Recusar é um direito seu”, diz a consultora de etiqueta (não virtual) Célia Leão, que dá palestras e cursos sobre o assunto em empresas.

As empresas dão importância ao que se escreve nas redes sociais ao analisarem currículos?

Muita. Por isso é importante cuidar de tudo o que você escreve quando assina seu nome embaixo. Se for uma empresa da área de tecnologia, a importância é ainda maior. “Se o candidato não tem perfil online, se não está nas redes, não participa de blogs ou fóruns, enfim, se ele não está acostumado a se relacionar na rede, nem chamo para a entrevista”, diz Ricardo Jordão, da consultoria de marketing BizRevolution, de São Paulo.

Em redes sociais voltadas para o trabalho, como é o caso do LinkedIn, dá pra recusar convites?

Você só aceita os convites que quiser, mesmo se for para recomendar alguém, ou para apresentar um amigo a outro contato na rede.

É ruim misturar assuntos pessoais e profissionais no Twitter?

Não há mal em fazer brincadeirinhas ou posts pessoais. Agora, se você quer relevância profissional, concentre-se em sua área de atuação. “Há redes com perfil pessoal, como o Orkut, e outras mistas, como o Twitter. Escolha a que tem a ver com seu objetivo”, diz Rui Gianolla, da agência Air, de mídia digital, em São Paulo.

Qual é a regra geral para ter um blog ou perfi l com o mesmo “tema” de seu trabalho na vida real?

Recentemente, a Intel publicou diretrizes para funcionários que quiserem usar mídias sociais. E deixou bem claro que seu mau uso pode colocar em risco o futuro dos funcionários na companhia. A empresa incentiva a participação de seus empregados, mas dá a dica: “Você não deve denegrir nossos concorrentes nem precisa responder a todas as críticas”. Um estudo feito pela consultoria americana Proof- Point com empresas com mais de 1 000 funcionários mostrou que 8% já demitiram um funcionário por causa de posts inadequados.


Fabiana Corrêa
Revista Você S/A

30 de novembro de 2010

Como se comportar no twitter?



O mais famoso microblog tem suas características que fazem com que pessoas sejam mais ou menos seguidas, estas características positivas e negativas veremos neste artigo. A aplicação equivale tanto para pessoas quanto para empresas.

Vou postar o que quiser!

Aquele cara chato que fica o dia inteiro postando bobagens no twitter será que tem mais seguidores do que aquele que posta coisas úteis? Será que todas as pessoas que o seguem querem saber quantas vezes você foi ao banheiro hoje? Ou que chove na sua cidade no interior dos confins? Ou ainda, bom dia no twitter, porquê?

Eu costumo seguir um monte de pessoas em minha conta pessoal, de umas gosto mais de outras menos. As que mais perturbam começam a ser removidas e assim vou criando um cerco de pessoas que estão de alguma forma interligadas comigo, seja por amizade, parentesco ou por interesses. Acredito que esta é a chave do twitter. Você segue quem quiser e que lhe agrada. Se a sua ideia é ter seguidores, pense da mesma forma. O que seria interessante eu postar que meus seguidores fossem gostar? Outras redes sociais incorporaram a ideia do "o que estou pensando", então vejo o Orkut como sendo uma rede mais apropriada para contatos mais pessoais, ou seja, postar lá que você foi 300 vezes no banheiro este mês.

Relevância é tudo

As pessoas lhe seguem por que é relevante a elas. Você por algum motivo despertou o desejo desta pessoa em ver o que você pode trazer de benefícios a vida dela. Sejam intelectuais, emotivos, engraçados, enfim, algo atraiu esta pessoa. A relevância é tudo. Traga aos seguidores o que eles querem que você poste, sei que não é fácil de encontrar esta chave, se fosse todos teriam milhões de seguidores, mas busque a sua.

O twitter não é chat!
 
O seu amigo manda uma mensagem para você, claro que deve responder. Agora não vá começar uma conversa de horas com o fulano que você não vê a 10 anos. Seus amigos podem querer ouvir a história, mas nem todos o querem.

Notícia quentinha
 
Se você é assíduo usuário do twitter deve ter reparado que consegue saber de tudo, absolutamente tudo, o que acontece no mundo em tempo real. Em 11 de setembro de 2001 não havia o twitter para ter contado toda a história, mas podemos nos lembrar da tragédia do Haiti, que muitos de nós ficamos sabendo das informações antes mesmo dos principais meios de comunicação terem publicado. O que isto nos remete? Que podemos usar o microblog como ferramenta de divulgação para nossas benfeitorias. No twitter da @oficinadanet você sabe de todas as novidades do site, sabe quais notícias, artigos, eventos e empresas estão participando, minutos depois que foram postadas. É isto que o twitter tem de bom. Informação boa e rápida, no tempo em que elas acontecem. Vivemos em um mundo globalizado cada vez mais com menos tempo para desperdiçar, ferramentas como esta nos ajudam a salvar algum tempo. Siga os jornais que você costumeiramente lê, verá que as principais manchetes lá também estão.

Cuidado no que falar

Cuidado em cada um dos 140 caracteres digitados. O provérbio já dizia: "Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida". No twitter não é diferente. A twittada postada não volta, e assim que pessoas perdem empregos e até mesmo são processadas. Aqui no Oficina da Net noticiamos dois casos, da estagiária que insultou o povo do nordeste, e do funcionário que insultou torcedores. Antes que você seja a próxima "vítima", se é que assim pode ser chamado, releia seus caracteres antes de apertar o botão. #ficadica.

Não perturbe

Se uma pessoa/empresa não lhe segue, não fique perturbando-a. É escolha livre desta pessoa não lhe seguir, então pare de atormentar a lista de "Mentions" desta. Seja relevante para esta pessoa que talvez ela começará a lhe dar um valor melhor.

Se pararem de lhe seguir não fique com raiva da pessoa

Quando as pessoas param de lhe seguir é justamente por que você não faz mais "sentido" a esta. Traga de volta o motivo que fez esta lhe seguir, veja quais foram seus erros para que você recebesse o "unfollow" e não torne a pessoa seu pior inimigo, o problema às vezes pode ser você!

Busque referências

Saiba como pessoas ícones da internet no Brasil usam as redes sociais. As dicas que eles oferecem podem muito bem serem aproveitadas, consumidas. No final deste texto colocaremos algumas pessoas que consideramos "top" no que atuam. Aprenda então com quem sabe.

Referência de pessoas

Aprender a criar e ganhar dinheiro com blogs: @escoladinheiro

Mídias sociais: @interney
@renedepaula

SEO: @fabioricotta
@mestreseo

E-commerce: @mauriciorj

Recursos Humanos: @zetaprobus / @buscarh

Gestão: @midiaegestao

Entretenimento: @radio_rh / @cinegestao


Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/

A Geração Y tem jeito?

Sidnei Oliveira

A cada encontro, workshop e palestra que apresento, sou questionado sobre as características dos jovens de hoje, conhecidos como Geração Y. A principal preocupação quase sempre é como orientar os jovens de forma que não percam suas melhores características?

Talvez já tenhamos passado da hora de discutir sobre como “dar um jeito” na Geração Y.

O que temos agora é um cenário estabelecido, com comportamentos sedimentados pelo “jeito” que lidamos com esta geração quando ela ainda estava em formação. Devemos nos adaptar a este novo cenário, afinal, muitos comportamentos atribuídos a Geração Y, fazem parte de nosso cotidiano, independente da geração. Por exemplo, muito se fala da capacidade de realizar diversas coisas ao mesmo tempo - os multitarefas – qualquer pessoa hoje é um pouco assim, assiste um programa na TV enquanto está respondendo um email no notebook ou atende o celular enquanto está dirigindo.

A Geração Y cresceu de forma diferenciada. São jovens completamente conectados, que possuem uma grande intimidade com as novas tecnologias de comunicação ( internet, celulares e redes sociais). Eles valorizam muito os relacionamentos e buscam participar de experiências inovadoras. Gostam de desafios onde possam usar todo seu potencial e que proporcionem feedbacks rápidos. São mais pragmáticos, contudo perdem o foco com facilidade.

Eles já começam a liderar o mercado com estas características, contudo isso representa um grande desafio para os pais, professores e gestores de empresas que ainda não sabem e não se prepararam para lidar com esta geração.

O que é que pode ser feito então?

Diante deste novo cenário é preciso fazer uma auto-crítica nos processos de educação de base, aqueles que começam na família e se estendem pela escola.

Primeiramente nós, como pais, precisamos sair da postura passiva e voltar a protagonizar a educação. Já não podemos mais “terceirizar” a educação de nossos filhos, acreditando que apenas colocando-os em um excelente colégio estaremos garantindo uma boa educação.

Os modelos educacionais atuais estão sendo colocados à prova, pois são baseados na transferência de informações de forma estruturada e programada. Cada criança que entra na escola recebe informações em doses homeopáticas e orgânicas. O mesmo acontece nos lares, onde os pais acreditam manter o controle ao estabelecer a educação dos filhos a partir da liberação gradual de informações.

Evidentemente nos dias atuais, onde o Google provê toda informação de forma caótica, desestruturada e absolutamente acessível, este modelo não encontra mais cenário e os pais e professores, assim como os gestores nas empresas, estão descobrindo que sua autoridade e poder estão sendo contestados, provocando a sensação de não saber como lidar com os jovens.

O maior desafio talvez seja o de proporcionar um ambiente mais adequado no mercado de trabalho, preparando os jovens para serem os profissionais do futuro - os lideres do futuro.

Estamos em um tempo de mudanças de paradigmas. Os novos comportamentos e expectativas dos jovens profissionais estão pressionando as empresas a adotarem mudanças significativas nas relações com seus empregados. O modelo atual surgiu há mais de 50 anos e não reflete mais a atualidade.

Trabalhar em casa já não é mais um absurdo, principalmente depois do surgimento do notebook, celulares e emails. Conceitos como "dias úteis" e "horário comercial" estão completamente alterados com toda tecnologia digital. O jovem profissional sabe que o trabalho está invadindo sua "vida pessoal", por isso acha natural que "sua vida" também invada o trabalho.

Entre as principais contribuições que esses jovens podem oferecer às empresas em que trabalham certamente está a ousadia para "quebrar paradigmas" e promover inovações que possam diferenciar a empresa no mercado hiper-competitivo. Evidentemente a empresa precisa criar um ambiente propício para isso. Não adianta contratar jovens para inovar e depois exigir deles que façam seu trabalho somente de acordo com os procedimentos estabelecidos, aqueles do tipo: "sempre foram assim e sempre deram resultados".

Este é o grande dilema, pois o conhecimento tácito, adquirido com a experiência funcional, ainda está restrito aos profissionais mais experientes, que relutam em transferir estas experiências para os mais jovens, demonstrando evidente comportamento de auto-preservação.

O jovem da geração Y não convive com este tipo de cenário por muito tempo e isso tem provocado o aumento nos índices de rotatividade das empresas – entenda-se "aumento dos custos de qualificação e reposição do quadro de funcionários". O jovem atual é o primeiro profissional que manifesta a expectativa de conciliar suas "duas vidas", por isso as empresas devem reavaliar muitas de suas diretrizes, pois precisam manter este novo profissional.

Devemos lembrar o tempo todo que os jovens se preparam para empregos que ainda não existem, onde usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda não sabemos que serão problemas.

E-mail marketing em 140 caracteres

Com o surgimento da Internet, a evolução da mídia e as mudanças na gestão de organizações, as cartas físicas deram lugar ao e-mail. Hoje o e-mail já anda perdendo espaço para os serviços de mensagens instantâneas e as redes sociais, mas ainda assim é muito utilizado principalmente em ambientes corporativos. Uma prática que evoluiu também com a era digital foi o e-mail marketing, que dispensa apresentações.

Todo mundo que tem um endereço de e-mail, certamente, já recebeu um e-mail marketing, que muitas vezes torna-se SPAM, mas que também pode trazer informação e conteúdo de qualidade. As redes sociais, por exemplo, utilizam como canal de comunicação, sobre as atualizações do site, o e-mail, por essa questão o correio eletrônico vem ganhando força novamente.

Uma iniciativa desenvolvida pela empresa Frontier tem obtido bons resultados integrando o e-mail marketing às redes sociais, mais precisamente ao Twitter, microblog que comporta 140 toques por postagem. Se o e-mail marketing é a evolução da carta física, a integração com as redes sociais já alça a um novo patamar de tecnologia.

"Eu consigo contabilizar quantas pessoas deram um RT, quem são os principais viralizadores e quantas pessoas clicaram lá. Daí consigo fazer mais ações direcionadas", explica o sócio fundador da Frontier, Edson Barbieri. A ação está em prática há pouco mais um mês tem trazido bons resultados para os clientes.

Dentre os clientes que estão usando essa prática, quatro têm utilizado de uma forma mais intensa, segundo Barbieri, são os que possuem maior potencial para essa prática. A Sams Club é uma das empresas que está entre elas. "Nosso Twitter, por exemplo, recebe novos seguidores a cada disparo de e-mail e, por outro lado, os seguidores que ainda não recebiam e-mails marketing, acabam se cadastrando através de links que postamos no Twitter", diz Fátima Leal, do Marketing da Sams.

Riscos do pássaro azul


Mas afinal, como funciona essa integração? Fácil! O administrador da ferramenta cria um link adaptável ao Twitter que é postado assim que o e-mail é enviado. Com esses recursos, os próprios seguidores da empresa podem fazer a divulgação da informação.

Mesmo tendo um grande potencial para divulgação, ainda há riscos para a empresa que decida aventurar-se no site do pássaro azul. Uma ação de marketing pode tanto ser vista com olhos que lhe dignifiquem retweets, como por outros que não gostem tanto assim e gerem ruídos acerca da empresa "É sempre bom criar áreas para cuidar dessa parte, caso já não haja, para que possam medir a temperatura e interagir ajustando a reação daquela ação, sem agir de uma forma muito agressiva", explica Barbieri.

Além disso, há a necessidade de que a empresa se atente às campanhas que divulga. Ações direcionadas, por exemplo, não podem ser levadas ao Twitter. Existem planos futuros da Frontier para integrar o e-mail marketing também ao Facebook.


Autor: Paulo Gratão

16 de novembro de 2010

Negócios sociais: a revolução das novas mídias

Sua empresa está preparada para as mídias sociais? Quando digo preparada falo em conhecer a própria identidade. E não de ter um perfil no Facebook ou de tuitar notícias. É moda hoje em dia deslocar um estagiário para acompanhar o que se fala do empreendimento no mundo virtual e, eventualmente, sugerir visitas ao site, postar notinhas e assim por diante. Depois, quando não há resultado, os empresários culpam a falta de maturidade das redes e seu público. Eis um caso clássico de miopia digital.

Para dar certo nas novas mídias, você tem de ser dono do que poderíamos chamar de um negócio social. Ou seja, um empreendimento que estabelece raízes e se nutre das trocas nessa nova realidade. Antes de surfar nas redes, a empresa deve conhecer a própria marca profundamente. E identificar o que os clientes realmente amam nela ou qual forma e valores espelham os desejos desse público. Desse modo, você pode oferecer algo palpável, um motivo para seus consumidores se relacionarem com a marca.

Mas prepare-se: esse momento pode ser doloroso. Grande parte das vezes, o que o empreendedor quer não é exatamente o que ele tem. Ou seja, a percepção pública da marca pode ser muito diferente do imaginado. O sucesso nas mídias sociais depende desse posicionamento.

A mesma lógica da sustentabilidade se aplica à nova realidade virtual. Uma empresa sustentável não é aquela que faz eventos de preservação, como forma de compensar o impacto de sua atividade, mas sim quem incorpora os valores ao negócio e, assim, pauta suas ações pelas responsabilidades ambiental, social e econômica.

Um negócio social também se relaciona com seu público virtual com a naturalidade de quem conversa com um amigo. No caso, milhares, talvez milhões deles. Essa nova natureza pressupõe que interagir com uma marca é uma experiência. Ou seja, a via é de mão dupla. A empresa na web 2.0 e além não pode ser um totem inacessível e apenas comunicar suas novidades. O consumidor espera atenção – imediata – e uma troca. De informações, de vantagens e até mesmo de confidências.

Para as pequenas e médias empresas, as mídias sociais representam uma grande chance. Na rede o tamanho é relativo. Marcas pequenas podem concorrer com gigantes. Depende, na verdade, mais delas próprias e de suas estratégias.

É possível sim, alavancar vendas ou fidelizar clientes através das mídias sociais. Mas para isso a empresa deve incorporar suas estratégias na web 2.0 ao planejamento. Tem de estar no DNA do negócio. É preciso estabelecer metas, um orçamento, desenvolver métricas e revisar os resultados com periodicidade. Nesse plano, tem de estar previstos custos com promoções, descontos, brindes, acompanhamento de conteúdo e divulgação.

Não é necessário gastar um dinheirão. O que vale mesmo é a criatividade. Um restaurante, por exemplo, pode promover sua própria Restaurant Week fora de época para seus seguidores do Facebook. Ou ainda oferecer um preço supervantajoso se a história for retuitada um X número de vezes. Uma loja de roupas pode desovar seu estoque parado com descontos especiais a seus seguidores.

Uma loja pode promover sessões de cinema com pipoca e refrigerante, promover debates, serviços a domicílio, aulas e assim por diante. Isso sem contar as promoções em sites de Compras Coletivas. E a empresa pode ainda criar sua própria promoção de compras coletivas em seu site.

Há vários cases de empresas que usam redes sociais de modo criativo e eficiente. Uma cooperativa de táxis londrina passou a agendar corridas através do Twitter.

A Licensed London Taxi Drivers começou a utilizar o micro-blog para passar informações de trânsito e como forma de comunicação entre os motoristas. Alguns seguidores ocasionais, entretanto, começaram a pedir corridas pela rede. Deu tão certo que, pouco tempo depois, a cooperativa lançou um serviço que ficou conhecido como Tweetalondoncab, no qual o usuário informa hora, partida, destino e, se possível, um telefone para contato.

A Starbucks é outro case de sucesso nas redes sociais. E o faturamento bilionário não é decisivo: a equipe dedicada às mídias sociais reúne apenas seis pessoas. O grupo trabalha com foco em ampliar o conceito da marca, o de lugar onde a pessoa mais se sente bem depois da própria casa. Entre as ações, a companhia lançou em março a possibilidade de usuários do Facebook presentearem seus amigos com espressos. E a ideia veio de uma cliente das cafeterias por meio do portal MyStarbucksIdeia.com.

Para a marca, o relacionamento com os clientes por meio das redes sociais é um ganha-ganha. Com uso do Twitter, do Youtube e do Facebook, a Starbucks identifica e soluciona crises, aumenta a confiança de seus consumidores ao ouvir publicamente suas reclamações e consolida sua experiência de marca ao responder rapidamente a demandas, como adicionar Wi-fi gratuito nas lojas. Mais do que alavancar vendas, a estratégia tem como foco fidelizar os clientes. E os resultados têm sido fundamentais. O próprio CEO Howard Schultz declarou que as mídias sociais salvaram a empresa.

Os ganhos são reais e mensuráveis, como mostra uma pesquisa realizada em 2009 pela Wetpaint e Altimeter Group, chamada EngagementDB: as empresas que investiram mais em mídias sociais para estabelecer um canal diferenciado de comunicação com o mercado tiveram um aumento médio de 18% nas vendas em 12 meses; em contrapartida, as menos ativas nas mídias sociais tiveram redução de 6% nas receitas.

Hoje ter seguidores no Twitter, comunidades no Facebook e qualquer tipo de relacionamento com seu público é um verdadeiro patrimônio. Deveria mesmo constar no balanço da empresa, como ativo intangível.

Fonte: Papo de Empreendedor

17 de agosto de 2010

O desafio de entender os novos Líderes - Entrevista com Sidnei Oliveira

Por Aline Souza – Jornalista ZETA Probus

Ciente das inúmeras mudanças que as tecnologias impuseram na nossa sociedade a partir dos anos 80, o que configurou uma geração de pessoas adeptas de uma praticidade assustadora, o Mídia e Gestão foi atrás de mais um olhar da famigerada Geração Y para entender melhor suas características e as possibilidades infinitas que tais mudanças configuram no mundo empresarial.

O entrevistado é Sidnei Oliveira (foto), autor do livro Geração Y – O nascimento de uma nova versão de líderes, que aborda a tarefa desafiadora dos líderes mais antigos em entender os jovens profissionais. Sidnei concedeu a entrevista em misto contato via Facebook e emails.

Confira agora o bate-papo.

M&G - Como é possível trabalhar com os atributos do século XXI na formação do líder do futuro?

Sidnei Oliveira - O mercado está um pouco assustado com as características desta geração e em diversos momentos observamos o despreparo de gestores e de empresas em promover as mudanças que se mostram necessárias e urgentes. O que mais se observa é uma constante busca por modelos que permitam o "enquadramento" dos jovens em processos organizacionais que foram estabelecidos nos últimos 30 anos.

Todo este cenário tem pressionado os jovens a uma constante adaptação em suas escolhas, contudo as expectativas atuais da geração Y é formada por estímulos intensos e diferentes, por isso este processo de adaptação não é fácil. O processo não será simples para ninguém, mas acredito que haverá um equilíbrio na medida que esta geração alcançar posições mais consolidadas, onde possam alcançar maior maturidade e experiência.

M&G - Quais são os pontos necessários na hora da formação de lideranças na geração Y?

Sidnei Oliveira - Aproximadamente 20 % dos líderes nas empresas já pertencem a geração Y ( fonte – Hay Group ), e são formados por jovens com elevada qualificação acadêmica ( graduação, MBAs, inglês realmente fluente, etc ), mas com pouca formação em gestão de pessoas. O conhecimento tácito, adquirido com a experiência funcional e o total "foco em resultados", ainda faz com que o líder da Geração Y seja visto como "sem tato" por sua equipe.

O líder da geração Y ainda precisa aprender a lidar com os relacionamentos interpessoais usando "ferramentas analógicas" como conversas, olho-no-olho, etc. e não apenas através dos instrumentos virtuais que ele domina com facilidade.

No entanto, a formação de liderança depende também da disposição dos lideres em dedicar parte de suas atividades na formação dos lideres do futuro, expondo os potenciais jovens a situações que impliquem em tomadas de decisões de risco. Isso significa desenvolver autonomia, que é uma decisão bastante desafiadora para os lideres de hoje.


M&G - Qual é a melhor forma de unir a geração X e a geração Y em um bom relacionamento dentro do ambiente empresarial?

Sidnei Oliveira - Certamente a energia característica da própria juventude e também a ousadia para "quebrar paradigmas" e promover inovações que possam diferenciar a empresa no mercado hiper-competitivo são componentes que podem ajudar na construção do bom relacionamento. Evidentemente a empresa precisa criar um ambiente propício para isso. Não adianta contratar jovens para inovar e depois exigir dele que faça seu trabalho somente de acordo com os procedimentos que "sempre foram assim e sempre deram resultados".

O jovem da geração Y não convive com este tipo de cenário por muito tempo e isso tem provocado o aumento nos índices de rotatividade das empresas – entenda-se "aumento dos custos de qualificação e reposição do quadro de funcionários".


M&G - Qual a principal demanda da Geração Y para com seus gestores, na sua avaliação?

Sidnei Oliveira - Certamente é o desejo de ver em seus gestores a postura de MENTORES e não competidores. O jovem de hoje, sendo muito qualificado, não precisa concorrer com os gestores, precisa receber mais autonomia e ser exposto a situações que possa “errar” e ter seu gestor/mentor como orientador para os aprendizados a partir dos seus erros.


M&G - Você acredita que a necessidade de feedback mais ágil para os jovens que são cheios de idéias dificulta o bom relacionamento com os superiores dentro da empresa?

Sidnei Oliveira - Não. A necessidade de feedbacks mais constantes é um comportamento que todos nós estamos adotando nos últimos 10 anos. A diferença principal é que o jovem de hoje solicita com mais intensidade e é este o ponto de potencial problema. O jovem precisa ser estratégico em negociar com seu gestor a velocidade do feedback, pois muitos gestores foram formados em um tempo que não era comum receber feedback do chefe, por isso ainda não valorizam este instrumento como forma de liderança.

 

M&G - Como vc acredita que a Geração Y encara a questão de hierarquia nas empresas? Você acredita que isso pode prejudicar ou favorecer sua carreira? Como?

Sidnei Oliveira - A hierarquia é vista com ceticismo assim como toda e qualquer forma estruturada e rígida, sem espaço para flexibilidade e inovação. Não há um embasamento científico para responder esta questão, contudo eu acredito há muita coerência em uma especulação baseada em estatísticas...

O aumento na expectativa de vida das pessoas, provocada principalmente pelos avanços científicos e tecnológicos, fez surgir um novo comportamento nas pessoas "mais velhas", que é a ampliação da juventude. Todos se sentem, ou pelo menos tentam, ser jovens e produtivos. Em quase todas empresas, executivos experientes, que não tiveram oportunidades de fazer uma boa faculdade, estão voltando para a sala de aula, em parte por pressão das empresas e em parte para continuarem se mantendo produtivos e empregáveis.

Se avaliarmos com mais profundidade iremos identificar neste comportamento, o melhor exemplo de tentativa de "sobrevivência", diante da ameaça de perder a posição para jovens ( mais baratos ) que chegam com graduação avançada e intimidade tecnológica, o que confere a geração Y, a percepção de um ritmo muito mais dinâmico que os mais velhos.

A empresa que não lida bem com este cenário está perdendo muito com os conflitos gerados internamente.

Perde quando os jovens talentos desistem de confrontar os mais velhos e partem para outra empresa, deixando a empresa com um vácuo na formação de seus sucessores ou perde quando o Líder mais velho é desligado ou vai embora da empresa levando seu "legado de conhecimentos tácitos" que construiu junto com a empresa.

Se ambas as gerações de profissionais não adotarem um comportamento mais estratégico, todos serão prejudicados, pois a empresa irá adotar mecanismos que busquem minimizar estes efeitos. Para o jovem isso pode ser fatal em termos de carreira profissional, pois ele ainda está construindo sua trajetória e acabará encontrando cada vez menos espaço.

Saiba mais sobre Sidnei Oliveira.




27 de julho de 2010

Como otimizar com criatividade sua webcomunicação?

EMAIL Marketing ou Redes Sociais??

Fonte: Blog Lecom

Novamente trazemos, nesta edição do Comunicação Digital, o debate em relação à necessidade e eficácia do E-mail Marketing enquanto ferramenta de Marketing, quando comparado, por exemplo, com as redes sociais.

Um estudo recente, realizado pela ExactTarget, com foco na geração do Milênio, traz alguns resultados interessantes.

Essa geração de consumidores (hoje entre 15 e 24 anos), acompanha em serviços como o Twitter ou o Facebook a atuação da empresa, mas, na hora de concretizar a compra, ainda usa o tradicional Email – especialmente se tiver algum desconto envolvido nessa opção.



Apesar da ascenção das Redes Sociais, o Email ainda é encarado pelo consumidor como a forma menos intrusiva da empresa oferecer seus produtos. Nesta pesquisa, 62% dos respondentes afirmam optar por subscrever a Newsletter da empresa para receber ofertas e descontos, ao invés de procurar esse tipo de informação nas redes sociais (17% buscando no Facebook e apenas 3% no Twitter).

Ou seja, as Redes Sociais ajudam a formar um posicionamento de credibilidade da Marca, mas para oferecer serviços e promoções, um email marketing bem desenvolvido ou uma newsletter que siga os principios básicos de criação deste tipo de ferramenta ainda são a melhor opção.

E falar da importância no desenvolvimento dessas peças nunca é demais, sobretudo depois de vermos os dados apresentados, na última semana, pelo estudo da Litmus: mais da metade das pessoas que recebem um email marketing deletam a mensagem depois de 2 segundos.

Ou seja, é preciso causar um impacto logo no primeiro momento.

Portanto, uma estratégia integrada, que envolva a presença nas Redes Sociais e o Email Marketing é altamente recomendável, e deve levar em conta os seguintes aspectos:

  • No Facebook, o consumidor procura um lado mais descontraído, humano e até de entretenimento da empresa. Ocasionalmente pode até se engajar por conta de alguma promoção ou oferta especial, mas não é a prioridade.

  • No Twitter, esse mesmo consumidor aposta na objetividade imposta pelos 140 caracteres. Obriga as empresas a serem diretas e claras no conteúdo postado, mas acima de tudo, oferece uma oportunidade de acesso sem precedentes às personalidades por detrás da Marca – mostrando disponibilidade em se engajar com o Consumidor, a empresa transmite Credibilidade.

  • Através do Email, o Consumidor quer receber detalhes sobre a atuação da empresa de forma mais personalizada, quase como se fosse algo desenvolvido exclusivamente para ele.

Em suma, não deixe de lado o Email Marketing apenas por conta do crescimento das Redes Sociais. Ao contrário, utilize o conhecimento que adquirir sobre os gostos e preferências do seu Cliente através desse relacionamento no Twitter, Facebook e outras, para criar peças de Email cada vez mais assertivas e de acordo com as necessidades de cada nicho.

Porque, no fundo, no fundo, ele ainda quer algo que sempre fez parte da receita de sucesso para a Qualidade no Atendimento: ser tratado como se fosse o Cliente mais importante da empresa.

E você, qual a sua preferência? Acompanhar pelas Redes Sociais, ou subscrever a Newsletter da empresa?

21 de julho de 2010

Planejamento Estratégico WEB 2.0. Vai encarar?

A palavra chave da web nos dias de hoje é “diálogo”. Chegou a hora das empresas falarem com o consumidor e mais que isso, escutá-los. Mas como? Já falamos de Blog, twitter, facebook, mídias sociais em geral. Agora precisamos saber como planejar. Manoel Fernandes, Sócio da BITES, consultoria focada na gestão de estratégias voltadas à Web 2.0 fala da importância de um Planejamento Estratégico de Web 2.0 e como esse planejamento poderá ajudar a construir uma imagem sólida para a sua empresa.


15 de julho de 2010

Mídias Sociais de A a Z: o que são e quem faz isso acontecer!!

Assista uma seleção de vídeos que fizemos para você e entenda um pouco mais sobre o que são as Mídias Sociais e como elas estão atingindo enorme público e potencializando as relações entre as pessoas e  entre as empresas e as pessoas!!

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Saiba mais sobre o profissional de Mídias Sociais no vídeo abaixo:

13 de julho de 2010

Como mensurar a imagem da sua empresa nas redes sociais?

por Luiz Alberto Ferla*

Blog, Orkut, Youtube, Facebook, Twitter, LinkedIn são palavras que compõem o universo das mídias sociais e já fazem parte da vida de todos nós. Essas ferramentas oferecem a seus usuários a possibilidade de se conectar com amigos, firmar contatos profissionais e, por que não, aproximar totais desconhecidos para compartilhar informações, trocar experiências e descobrir afinidades. No entanto, muitos empresários ainda têm dúvidas quando o assunto é a relevância dessas redes de relacionamento como meio de comunicação para os negócios e neste ponto as certezas cedem espaço para interrogações. Afinal, como medir a imagem de uma empresa nas redes sociais?

Não foi criada ainda uma fórmula mágica ou selo de garantia que comprove a eficácia de uma iniciativa ou outra nas mídias sociais. Para obter respostas e saber se a sua empresa está atingindo o retorno desejado na rede, antes de observar os números que validam e qualificam o retorno das páginas de relacionamento, é necessário fazer as perguntas certas. A primeira delas e a mais fundamental: qual é o seu objetivo?

Como em qualquer plano de negócio que se preze, é necessário ter clareza das metas que se pretende atingir com as atividades na Internet. O passo seguinte é entender que uma coisa é gerar o chamado buzz (barulho), outra bem diferente é ele ser revertido em favor dos seus negócios. Trocando em miúdos, quantidade não é sinônimo de qualidade. E é aí que o bom senso deve prevalecer. A dificuldade em mensurar o impacto nas redes sociais é tentar entender e quantificar o intangível: o sentimento das pessoas que estão do outro lado da tela.

Medir corretamente o "sucesso" nas mídias sociais pode se transformar em uma grande arma para o crescimento da empresa, tanto no mundo virtual quanto no real. A missão não é simples, mas o uso de algumas ferramentas gratuitas de medição, aliadas ao entendimento dos seus objetivos e metas de negócios podem ajudar a cumprir a tarefa.

Credibilidade

No caso de blogs corporativos, vale registrar o endereço em motores de busca especiais de mídia social para ver o resultado em um ranking para termos específicos. O Technorati, por exemplo, serve como ferramenta para monitorar a pontuação da página. Basicamente, ela mede o número de diferentes blogs que fizeram link para a página em um período de seis meses, a quantidade de fãs e a classificação do seu blog. Tenha em mente que é necessário combinar estes números com alguma pesquisa qualitativa, respondendo a perguntas como: Quais blogs estão ligados ao meu? Eles são os blogs que meu público-alvo lê e respeita?

Além do Technorati, ferramentas de busca verticais como Google Blog Search eFeedster, entre outras, acompanham a movimentação na web em tempo real a partir da indexação de conteúdos gerados pelos consumidores. Estes motores de busca muitas vezes permitem que você assine um feed dos seus resultados de pesquisa e colete os resultados diários, o que facilita a análise e avaliação do que está ou não funcionando na sua estratégia.

Dar para receber

Não valorize tanto os números, mas sim o perfil do público com o qual está se relacionando nas redes. Dados comportamentais são um verdadeiro tesouro para quem fornece produtos e/ou serviços. Ferramentas como o Delicious monitoram o número de links que levam ao seu blog, tags e notas. Através desses medidores é possível ver quantas pessoas marcaram o conteúdo, quando o fizeram, e os comentários que foram publicados. A partir dos resultados nos buscadores, é possível descobrir uma boa amostragem do que está sendo comentado sobre a sua empresa fora do seu próprio ambiente online.

Microblog como ferramenta competitiva

Para saber o que está sendo comentado no Twitter sobre a sua marca, produtos e outros temas corporativos de interesse vale conectar os termos de pesquisa no mecanismo de busca do Twitter e monitorar os resultados. Só assim você saberá o que está sendo mencionado sobre a empresa e se são comentários pertinentes ou não.

É tudo uma questão de sentimento

De nada vale a presença online da empresa, se o público-alvo não participa ativamente deste relacionamento. Um dos velhos padrões de medição do sucesso de um site eram os pageviews, mas isso é inadequado quando tratamos de mídias sociais. Nelas a palavra de ordem é avaliar como os usuários estão interagindo com as páginas da empresa. Veja quantas pessoas deixam rapidamente a página x, permanecem por um bom tempo navegando, registram seus comentários, indicam e fazem marcações para a página, blogam sobre a empresa e/ou retuitando seus assuntos, geram links para a empresa.

*Luiz Alberto Ferla, administrador e engenheiro pós-graduado em planejamento estratégico, é CEO Talk Interactive – de relacionamento digital.
Artigo publicado originalmente na Revista Você RH

5 de julho de 2010

Colunista aborda Geração Y

Ouça o comentário do colunista da CBN sobre Geração Y e saiba como essa geração está revolucionando o modo  de pensar e o mundo corporativo!



As mídias sociais têm um importante percentual de responsabilidade nesta nova realidade!
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30 de junho de 2010

Tudo sobre Mídias Sociais - slides

A 1º Oficina de Comunicação e Novas Mídias da Zeta Probus Comunicação e Marketing foi um sucesso de público e de informação. Quebrar o tabu, as mídias sociais são muito mais do que fazer fofoca da vida privada! Esta foi a mensagem transmitida por Vítor Guerra, da agencia Ideia s/a, que em sua apresentação mostrou a importância de encarar as Mídias Sociais com seriedade profissional tanto para quem procura emprego como também para as empresas. Muitos profissionais de RH que estavam presentes fizeram questionamentos sobre a atuação de empresas nessa nova área de marketing e relacionamento com o público. Confira a apresentação!!



Veja outra palestra, dessa vez do Workshop Estratégias Inovadoras em Mídias Sociais da PUC RIO.







Pesquisa de Carolina Lima (@cadywitter) divulgado no  slideshare

7 de junho de 2010

Mau uso das redes sociais causa demissões e polêmicas

por Vinicius Costa


Com uma leve pressão no mouse, o mundo nos observa com olhos curiosos enquanto nos expomos na grande tribuna global. Facebook, Orkut, Linkedin, twitter, YouTube, Blog, MySpace, MSN… Rede ou mídia social, essas ferramentas virtuais estão definitivamente imersas no nosso cotidiano. Já deixou scraps no Orkut para o amigo de infância que não via há dez anos, paquerou pelo Facebook, procurou trabalho pelo Linkedin, acompanhou, do trabalho, o que o filho fazia em casa pelo Messenger e assistiu à festa de aniversário do irmão pelo YouTube? Se fez uma dessas coisas, sim, você está plugado. E muitos de nós estamos.

É por essa razão que a sociedade começa a chegar ao consenso de que tamanha comunicabilidade deveria exigir responsabilidade à altura, porque a decisão de participar dessa gigante rede de contatos tem impacto sobre a vida das pessoas, principalmente no mundo do trabalho, onde uma informação divulgada de forma deturpada pode causar demissões e estragos financeiros. Uma responsabilidade que nem sempre alguns profissionais conseguem ter.

Como no caso do então diretor Comercial da Locaweb, que, no dia 30 de março, utilizou palavras agressivas no seu twitter para achincalhar o time do São Paulo durante um jogo contra o Corinthians. O curioso é que a empresa estava patrocinando o São Paulo nessa partida do Campeonato Paulista. A situação poderia ter passado despercebida se, no final, ele não tivesse postado o nome da empresa, o que poderia sugerir um comportamento condizente da Locaweb com a declaração do colaborador. A mensagem se espalhou rapidamente e ganhou as páginas de notícias. O resultado foi o desligamento dele do quadro de funcionários em comum acordo com a empresa, segundo informações de Guilherme Mazzolla, gerente de Comunicação da Locaweb e porta-voz sobre o assunto. “O próprio Alex Glikas decidiu desligar-se da empresa após o ocorrido”, afirma.

O que ocorreu na Locaweb foi apenas um caso dentre muitos que sempre despontam na mídia. Entre eles, há o de um brasileiro que se vangloriava em sua página no Orkut de furtar notas fiscais da empresa em que trabalhava. Ele foi demitido por justa causa, entrou com uma ação trabalhista pedindo reintegração ao emprego e indenização por danos morais. A desembargadora Edna Pedroso Romanini, doTribunal Regional do Trabalho, rejeitou os pedidos.

Um outro caso foi de um colaborador do setor têxtil que postou no YouTube um vídeo dando um cavalo de pau com a empilhadeira da empresa. Também foi demitido por justa causa, pediu reintegração ao emprego, mas a juíza Elizabeth Priscila Satake Sato, da 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba, negou o pedido considerando que o colaborador usou a máquina de forma indevida durante o horário de trabalho.

Em todas essas situações, a empresa poderia ser prejudicada, e a demissão por justa causa entra como instrumento de defesa legal, considerando que não existe lei específica no Brasil sobre o uso dos meios virtuais – as mesmas regras contemplam as mesmas ferramentas eletrônicas, como e-mail, twitter, blogs etc. Segundo o advogado trabalhista Alan Sasson, sócio do escritório Valentim, Braga e Balaban Associados, a demissão por justa causa está prevista quando o colaborador descumprir alguma obrigação legal ou contratual.

Nos casos de má utilização de mídias e redes sociais, o argumento para o desligamento do colaborador é o mau procedimento em relação às regras internas da empresa. “O profissional é pego em conduta passível de justa causa”, diz. Sasson defende a criação de leis específicas sobre o assunto, mas que sejam abrangentes, porque as tecnologias passam por evolução de forma ininterrupta e é impossível que a Justiça siga esse ritmo. “Não há código de conduta de direito eletrônico, mas precisamos criá-lo para coibir de forma mais específica cada caso.”

Para o advogado, as empresas ainda caminham a passos lentos quando o assunto é criar formas de se defenderem dessas situações, principalmente porque a maioria não se conscientizou de que seu capital está nos documentos que são repassados por meios eletrônicos. “Esse é o grande valor agregado das empresas atualmente”, diz Sasson, lembrando que há dois tipos de instrumentos que poderiam impedir desgastes das empresas com a Justiça: a criação de cláusulas nos contratos de trabalho e políticas internas para a utilização das mídias sociais. O passo seguinte, segundo ele, seria criar sistemas de monitoramento, para acompanhar o uso desses instrumentos. “Mas o colaborador precisa saber, porque ninguém pode ser espionado”, ressalta.

Política interna


A Locaweb estava formalizando uma política interna de orientação para o uso do ambiente virtual quando ocorreu o fato com Glikas. “Acreditamos que uma política clara, aliada a um compartilhamento adequado com as pessoas, que seja construtiva e educativa, reforçando os valores corporativos, possivelmente ajude os colaboradores a terem uma visão melhor sobre como interagir online de uma maneira madura e profissional”, diz Mazzolla.

O gerente de Comunicação diz que, apesar do ocorrido, a Locaweb continuará a utilizar as mídias e as redes sociais como ferramentas para interagir com os clientes e para uso interno. Ele lembra que as mídias sociais permitem uma maior interação entre os funcionários e suas redes de colegas, trazendo novas idéias, acompanhando o pulso do mercado e abrindo novos canais de comunicação com o cliente. “A Locaweb, por ser uma empresa de internet, jovem e moderna, sempre encorajou seus funcionários a utilizar as redes sociais com bom senso e respeito e acredita que a participação da marca nas redes sociais é de extrema importância.”

Apesar da grande utilização da internet pelos brasileiros (67,5 milhões de usuários, segundo pesquisa Ibope/Nielsen divulgada em dezembro), levantamento da manPower com 34 mil profissionais em 35 países mostra que 55% das empresas brasileiras têm alguma política para restringir o uso das mídias sociais pelos colaboradores.

O número do levantamento, divulgado no início de 2010, é significativo quando comparado à média mundial de 20%. Isso quer dizer que a realidade de uso dessas ferramentas pelos colaboradores da Locaweb é privilégio de poucos.

Contudo, é compreensível que uma parcela considerável das corporações limitem o uso das mídias sociais porque utilizar a plataforma de acesso à internet pode trazer problemas técnicos às empresas, lembra Fábio Tadashi, gerente de RH da operadora Vivo, que libera sua rede para que os colaboradores utilizem mídias sociais (Orkut e Facebook ainda não são acessados, também por questões técnicas, mas já há projeto interno para liberá-los em um futuro próximo).

Segundo ele, para empresas do setor de tecnologia, e que tenham colaboradores com faixa etária jovem, liberar o uso de ferramentas virtuais é mais prático. No caso da Vivo, por ser uma operadora de telefonia celular, parcela considerável dos seus profissionais têm aparelhos que permitem acesso às redes e mídias sociais, como os Smartphones, o que dispensa o uso dessas ferramentas pela plataforma da empresa, mas ninguém é impedido de utilizá-la. O RH até usa o Linnkedin para buscar e contratar profissionais. "Temos encontrado colaboradores com excelentes currículos por essa ferramenta”, revela Katima Minzuni, analista de Recursos Humanos da corporação.

Desde 2008, a operadora vem discutindo internamente seus valores como empresa, e percebendo que seu negócio é conectar pessoas e não apenas vender pulsos. Esse contexto de mudanças corporativas fez com que a empresa se conscientizasse da importância do uso dessas ferramentas e desenvolvesse um planejamento para potencializar esses canais de contato com todos, inclusive criando um comitê com profissionais de vários departamentos, que se reúne mensalmente, para criar estratégias para as mídias.

A Vivo está há menos de um ano consolidando uma política interna de uso das mídias, com a construção de um pequeno manual para nortear seus colaboradores. “Estamos realizando um trabalho para criar uma cultura de responsabilidade e maturidade das pessoas ao utilizarem as mídias, para que percebam os riscos que uma empresa corre ao disponibilizar certas informações”, diz Tadashi. Mesmo sem uma política consolidada, o trabalho interno do RH vem funcionando; nunca houve na empresa um caso como o da Locaweb, segundo o executivo.

A implantação de uma política interna para o assunto pode ser a saída, mas há quem acompanha o ambiente corporativo e duvide que rígidas determinações possam ser suficientes para coibir o mau uso das mídias sociais, principalmente porque as gerações mais novas não entendem as regras da mesma forma que as gerações mais velhas.

Para a consultora Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, o momento histórico faz as pessoas confundirem a noção de ambiente, sem saber se estão aqui ou lá, principalmente quando usam uma ferramenta virtual. Ou seja, ao postarem algo no twitter para um amigo, esquece-se que não é apenas o conhecido que vai ler, mas o mundo inteiro. “Todos esses profissionais, como o da Locaweb, não são burros e sabem o que podem dizer ou não, e criam essas situações constrangedoras porque não têm consciência do limite de lugar onde estão e suas consequências.”

Ela acrescenta que as empresas deveriam realizar um trabalho de discussão profunda sobre as mídias, e não somente determinar o limite de uso, sem permitir uma discussão do mundo atual e todas as suas possibilidades. “Falta consciência do limite de existência do outro.”

Como usar bem as redes sociais
Eis algumas dicas da consultora Eline Kullock para corporações e colaboradores ficarem alertas sobre o comportamento em relação à sua utilização:

Empresa

- Oriente os colaboradores sobre exposição em demasia nas mídias sociais.

- Estabeleça critérios de utilização dessas ferramentas, denominando porta-vozes.

- Crie e mantenha canal aberto para dúvidas para todo tipo de comunicação realizada pelos colaboradores.

- Lembre a todos da necessidade de ser profissional em quaisquer posicionamentos, seja em relação à internet ou a outros veículos.

Colaborador

- Avalie sua opinião no mercado e na empresa antes de postar qualquer declaração; quanto mais alto o cargo, maior a responsabilidade.

- Conscientize-se sobre quem ou o que deverá ser atingido com seus posicionamentos; chefes, subordinados ou clientes podem ler o que você postou.

- Pense que internet é ambiente público e a repercussão é rápida e abrangente;

- Não se comprometa com assuntos que não são de sua responsabilidade; há razões para a empresa ter porta-voz.

- Pense no futuro e como suas opiniões poderão impactar sua profissão.