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11 de junho de 2010

Twitter: o que seus seguidores querem?

Por Ana Cristina Lima – BRAVA Comunicação

Para quem se deleita informalmente com o Twitter, nenhuma regra rígida vale, claro; a não ser a do cumprimento às leis estabelecidas no País. Porém, para aqueles que querem ou precisam fazer uso profissional do microblog, aqui vai uma dica: descubra o que seu cliente (no caso, os seguidores) quer ler e os motivos que o levaram a ser um follower. Do contrário, acostume-se a perder seguidores e a ter um trabalho inócuo com as atualizações.

Para atrair o interesse dos followers, a empresa precisa, antes de tudo, descobrir para que tipo de seguidores ela irá escrever. Serão clientes finais? Prospects? Formadores de opinião? Imprensa? Internautas em geral? Pois é, também no Twitter vale o princípio de que os assuntos abordados e a própria linguagem devem se adaptar ao público. Parece simples e é mesmo. Entretanto, vemos por aí, a torto e a direito, perfis de “empresas” que mandam beijos, marcam encontros e falam de assuntos esdrúxulos, que não diriam respeito à organização. Pessoas físicas ou jurídicas devem ter a óbvia consciência de que tudo o que elas escrevem estabelece um posicionamento público, passível, portanto, de elogios, críticas e punições.

Apenas promover sorteios não dá credibilidade a empresa alguma. E também não é do interesse de ninguém seguir um perfil que fale tão somente da organização, como uma propaganda que não para nunca. É como os classificados de um jornal. Se o leitor não quer vender, trocar ou alugar, aquele monte de papel vai para o lixo.

E já que é o nome da empresa que está sendo exposto, além da preocupação com imagem e reputação, também é fundamental obedecer aos padrões estabelecidos pela Língua Portuguesa. Claro que não é para ser formal, afinal os 140 toques permitem, sem problemas, as já conhecidas abreviações das redes sociais, a exemplo de vc, mto, ctigo, p/ , pq, etc. Evitando-se o “miguxês”, não há problemas em as empresas lançarem mão das abreviações. Mas o uso da Língua Portuguesa nas redes sociais já é um assunto que rende um outro artigo.

24 de maio de 2010

Você sabe identificar oportunidades de trabalho?

Por Aline Souza - Jornalista Zeta Probus


Inteligência Mercadológica foi o tema da palestra de José Augusto Minarelli* no 14º CONAREM 2010, Congresso de Remuneração do Rio de Janeiro que aconteceu nos dias 13 e 14 de maio. O principal conceito abordado foi a geração de oportunidade de trabalho que esta inteligência possibilita. De acordo com o especialista, o emprego tradicional está se transformando em novas modalidades de exercer a profissão. “Para ter remuneração é preciso se diferenciar na hora de agir no mercado de trabalho e são as relações de troca com os tomadores de serviço que vão ditar o seu sucesso” afirma.


É preciso se relacionar muito bem, ele diz, para que o olhar de marketing pessoal e a inteligência mercadológica surta efeito e assim descobrir aquilo que ainda não existe oferecido no mercado de trabalho, o novo. Ou seja, para transformar a necessidade dos outros em produtos ou serviços é preciso atenção, já que o cliente em potencial estará bem à sua frente para que você venda o benefício de seu trabalho. “Como conselheiro de carreira dos demitidos eu afirmo que o mercado é feito de gente como a gente, ou seja, é preciso desenvolver esse olhar para ficar atento àquilo que não está sendo atendido”, afirma Minarelli. Entretanto, para que alcancemos isso, de acordo com o consultor, precisamos enxergar o marketing pessoal como uma coisa boa e cultivar redes de relacionamentos para sermos indicados e recomendados aos outros. “Todos compram de quem conhecem e de quem se lembram”, disse.

Os benefícios do networking são inúmeros, haja vista o livro escrito pelo José Augusto Minarelli dando dicas profissionais e pessoais para estabelecer um bom relacionamento na vida e na carreira. Aqui damos três dicas:

• Capital Social vale mais que dinheiro, pois ele é farto e todos podem criar na medida em que haja necessidade. Para isso bastam somente indivíduos desconhecidos.

• Networking são vínculos, é preciso ser solidário e respeitoso.

• Não sair de casa sem um cartão de visita para facilitar um próximo contato. Além do mais, anotar sempre no verso dos cartões que recebe a data, o local e informações que o ajudem a se lembrar daquela pessoa.

Já no site promocional do livro Inteligência Mercadológica (www.inteligenciamercadologica.com.br) é possível fazer um teste de Q.I dessa habilidade e isso poderá dar uma base do que está bom e do que é preciso melhorar. Verifique suas habilidades e mãos à obra.



*José Augusto Minarelli é presidente da Lens & Minarelli Associados, que introduziu no Brasil o conceito de Outplacement. É também educador, conselheiro profissional e palestrante. Escreveu os livros Empregabilidade, Trabalhar por conta própria, Venda seu peixe, Networking, Superdicas de Networking e Manual de Transição de Carreira.

12 de maio de 2010

Lifestreaming e as Redes sociais: o indivíduo como produto

Por Conrado Adolpho

Não se passa um dia que não ouvimos algo a respeito de como as redes sociais estão mudando as empresas, de como a eleição do Obama foi 2.0, de como utilizar o Twitter para gerar mais vendas e de como o Facebook está crescendo. Estas notícias já se tornaram lugar-comum. Cada vez mais as pessoas se ligam aos seus semelhantes pela internet fomentando uma grande debate de ideias, de conceitos, em torno de um ambiente sem geografia e sem relógio.

As redes sociais são mais do que uma ferramenta digital para ajudar em campanhas políticas. São uma nova maneira do homem exercer um velho hábito: se relacionar com seus pares.

O crescimento das redes sociais vem ao encontro do que Zygman Baugman denomina de “Vida para Consumo” (nome de um de seus livros) - o consumidor como produto.

Aliás, a estratégia de transformar ilustres anônimos em produtos é uma constância em programas como Big Brother, Survivor e toda a infinidade bizarra de “reality shows” que se espalham pelo mundo.

No Twitter você segue os tweets de famosos e com isso “consome” tal produto da mesma maneira que consome as fotos de um anônimo no Flickr ou um vídeo no YouTube.

É um sintoma claro da pós-modernidade, mas, a partir do momento que o ser humano vira produto, todas as regras de mercado aplicadas a produtos começam a ser aplicadas no tratamento e “venda” da imagem do indivíduo. A embalagem, o conceito, a divulgação, o tão falado “marketing pessoal”.

As redes sociais potencializam o “ser como produto” e passam a mostrar a individualidade de uma forma nunca vista, em detalhes. Pessoas relatam seu dia a dia no Twitter, postam fotos de suas viagens no Orkut e dizem minuto a minuto onde se encontram via FourSquare.

É a era do lifestreming (já falei desse conceito em outro artigo). A ideia é seguir pessoas, não blogs ou tweets. Transformar a pessoa em produto a ser consumido.

É a partir dessa observação que muitas empresas têm agido de modo a transformar seus executivos em uma espécie de “garotos propaganda” da própria empresa. Transformá-los em celebridades instantâneas para que as pessoas o sigam, e por tabela, se liguem à marca da empresa.

Isso só é possível devido à natureza humana da internet, apesar de muitos acharem que ela é de natureza tecnológica. O Grau de Atividade do Consumidor faz com que ele se ligue a pessoas, não tanto à marcas ou empresas. Lembre-se de uma máxima: a internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas.

Preste atenção nessa tendência. Se bem utilizada, sua empresa pode gerar muitos lucros.